A Síndrome do Comer Noturno, também conhecida como Nocturnal Eating Syndrome ou NES, faz parte do espectro dos transtornos alimentares e está relacionada a um padrão específico de comportamento: a ingestão excessiva de alimentos no período da noite. Nesses casos, a pessoa sente uma necessidade intensa de comer antes de conseguir dormir ou, em alguns episódios, desperta durante a madrugada e só consegue voltar ao sono depois de se alimentar.
Esse transtorno foi descrito pela primeira vez na década de 1950 e pode estar associado a alterações no ritmo alimentar, no sono e em mecanismos hormonais ligados à fome e à saciedade. Em muitos casos, a pessoa sente pouco ou nenhum apetite pela manhã, mas passa a ter mais fome conforme o dia avança, especialmente à noite. Esse padrão pode gerar sofrimento, culpa, alterações no peso e prejuízos na qualidade de vida.
O diagnóstico da Síndrome do Comer Noturno é clínico e considera a presença de sintomas característicos, principalmente a hiperfagia noturna, que é o consumo exagerado de alimentos durante a noite. Em alguns casos, uma parte significativa da alimentação diária pode ocorrer nesse período. Também é comum que a pessoa acorde para comer e retorne ao sono apenas depois desse consumo.
Entre os sinais que podem estar presentes, destacam-se a falta de apetite pela manhã, a necessidade urgente de se alimentar à noite, o ganho de peso progressivo e a piora do humor no fim do dia. Sintomas de ansiedade, tristeza, irritabilidade e agitação também podem se intensificar nesse período, contribuindo para episódios de alimentação excessiva.
Quando esse comportamento se torna frequente, causa sofrimento ou interfere no sono, na saúde emocional e na rotina, é importante buscar avaliação profissional. O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender os fatores emocionais envolvidos, identificar gatilhos e construir estratégias mais saudáveis para lidar com a ansiedade, o humor e a relação com a comida.
Luísa Buhr Ciulla – Psicóloga em Porto Alegre
Atendimento psicológico voltado ao acolhimento, compreensão das emoções, comportamento alimentar e cuidado em saúde mental.
